Criou um material que combina DNA e vidro: é mais forte que o aço

Gianluca Riccio

Tecnologia

Uma equipe de pesquisadores descobriu um supermaterial que pode revolucionar a engenharia de materiais. Ao combinar DNA e vidro, eles criaram um material 5 vezes mais leve e 4 vezes mais resistente que o aço.

Aqui estão algumas notícias que podem fazer girar a cabeça de Tony Stark: cientistas das universidades de Connecticut e Columbia desenvolveram um material que combina DNA e vidro, tornando-o mais forte e mais leve que o aço. Esta descoberta pode abrir as portas para uma nova era de materiais avançados.

Além do aço: o material revolucionário que combina DNA e vidro

A engenharia de materiais sempre foi uma corrida para encontrar o equilíbrio perfeito entre resistência e leveza. Até agora, estas duas características pareciam conflitar uma com a outra. A resposta a este eterno desafio pode estar escondida no DNA.

Toda grande descoberta precisa de uma musa e, neste caso (você não vai acreditar), foi a armadura do Homem de Ferro. Gangue Oleg, pesquisador da área de nanomateriais da Universidade de Columbia (e fã dos personagens da Marvel) confirma: “Nosso novo material é cinco vezes mais leve e quatro vezes mais resistente que o aço. Nossas nanorredes de vidro seriam muito melhores do que qualquer outro material estrutural para criar uma armadura melhorada para o Homem de Ferro.”

aço
A série de imagens acima (A) mostra como o esqueleto da estrutura é montado com DNA e depois revestido com vidro. 
(B) mostra uma imagem de microscópio eletrônico de transmissão do material e (C) mostra uma imagem de microscópio eletrônico de varredura dele, com os dois painéis da direita ampliando características em escalas diferentes. Créditos: Universidade de Connecticut.

O segredo está no copo

O vidro é um material que sempre associamos à fragilidade. Mas a fragilidade do vidro se deve principalmente a imperfeições em sua estrutura, como rachaduras ou falta de átomos. Na sua forma pura, o vidro pode suportar pressões incríveis.

Primeiro problema, portanto: eliminar essas imperfeições, ou desenvolver formas mais “eficientes”.

Para criar este material revolucionário, os pesquisadores usaram o DNA como base para aplicar um revestimento de vidro. Este esqueleto de DNA atua como uma estrutura de suporte, permitindo que o vidro mantenha sua forma e resistência. O resultado é um material que combina o melhor dos dois mundos: a resistência do vidro e a leveza do DNA. E supera o aço.

Ainda há trabalho a ser feito

As aplicações deste novo material? Muitos: indústria aeroespacial, engenharia civil, mas também medicina, robótica e muito mais.

Antes de considerar o aço uma memória, porém, vamos conter as nossas expectativas: Oleg Gang alerta que “ainda é necessário muito trabalho de pesquisa antes que possamos usá-lo como tecnologia”. Porém, a equipe já trabalha para melhorar ainda mais as propriedades do material, explorando o uso de cerâmicas especiais em vez de vidro e novas estruturas.

Os resultados desta pesquisa foram publicados na revista Relatórios Celulares Ciências Físicas (Eu os linkei para você aqui).

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